terça-feira, 13 de janeiro de 2015

o sapo do Monte Roraima

Confesso que tenho mais pavor de sapos e pererecas do que de cobras.
Mas como o Monte Roraima apareceu na minha vida para me fazer vencer desafios e quebrar obstáculos, taí...

Tive coragem de pegar este micro sapinho, endêmico do Monte Roraima, e fazer pose com ele bem perto do meu rosto! Um detalhe: para amenizar meu pânico, essa criaturinha não é capaz de saltar não. Ele apenas rasteja.... Ufa! Menos mal, né!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

as flores do Monte Roraima

Numa paisagem tão árida como o topo do Monte Roraima, a profusão de cores das flores rouba a cena.
Há espécies delicadas, robustas, minúsculas.... Todas enfeitando um jardim que parece ter sido projetado por Burle Marx. Aliás, coitado de Burle Marx perto de tamanha harmonia e perfeição da natureza!




























a janela do Monte Roraima

Um dos principais atrativos no topo do Monte Roraima é contemplar o seu vizinho Kukenan através do ponto conhecido como "La Ventana". As nuvens atrapalharam um pouco, mas...










Quem não tem medo de altura, pode se debruçar aí, a 2.800 metros de altitude, para contemplar a vista. Deixei a oportunidade para os corajosos!


o almoço no Monte Roraima

Alimentar-se de belas paisagens é o melhor que se pode fazer no Monte Roraima, porque a comida ao longo da expedição é precária.
No primeiro dia de acampamento, até rolou um macarrão à bolonhesa muito bom no jantar e uns ovos mexidos legais no café da manhã. Mas isso foi apenas para passar mel nas nossas bocas!
O pior estava por vir: salada de repolho, atum e pepino; sanduíche de pão de forma ressecado com um presunto meio duvidoso; biscoitos fritos encharcados de óleo....




Mas o cenário compensa tudo! E eu experimentei até talo de bromélia e formiga. Sim, acreditem, eu fiz isto!


Os amigos Guilherme Paranaíba e Yara nos ajudaram muito com dicas preciosas da viagem. Mas, no quesito comida, eles mentiram feio para nós dizendo que era tudo gostoso! rsrsrs.... Vocês me pagam, meninos! rsrsrs....

domingo, 11 de janeiro de 2015

a Coca-Cola perdida

Mais que preparar o corpo para a aventura no Monte Roraima, eu tive que preparar o meu espírito para ficar sete dias sem Coca-Cola! Quase procurei um psicólogo, mas jurei que ia conseguir.

E olhem a bela surpresa que eu tive no caminho!!!!! No primeiro acampamento, havia uma barraca vendendo Coca-Cola geladinha. Descobri o tesouro à noite e pude contemplar as estrelas sem crises de abstinência.



Como cocólatra que sou, comprei uma latinha extra e a levei comigo no lugar mais seguro da mala para abrir quando chegássemos ao topo. E, para completar o brinde, eu estava munida de chocolate e um bom queijo Grana Padano.
Viva as gordices da vida!!!




Pensam que as surpresas acabaram? Este super casaco que me salvou no Monte Roraima é do Tunai. E, no bolso dele, eu encontrei duas moedas de chocolate turco. Lembranças da lua-de-mel do Tunai e da Lu... Comi tudo!


Ps. Postagem em homenagem ao querido sobrinho Henrique!

noites no Monte Roraima

O que dizer da noite no topo do Monte Roraima???




Estrelas, estrelas e mais estrelas! Barraca montada numa caverna bem segura. Ventos fortes, alguma chuva... cenário perfeito para noites românticas!

Os amigos Marcos e Nathan (Bob pai e Bob filho) que viajaram conosco também curtiram bem as madrugadas.

o topo do Monte Roraima

Segurar as lágrimas ao chegar no topo do Monte Roraima foi impossível. Sei que é piegas, mas choramos de emoção!


E, claro, desmontamos de cansaço! O jeito é se recostar nas "macias" poltronas de pedras! rsrsrs...


Foram três dias no topo do Monte Roraima. E aí vem a surpresa! Eu imaginava que, lá em cima, era uma "mesa" plana, um terreno livre de obstáculos... Ledo engano! São pedras e mais pedras que exigem muito cuidado e atenção nas caminhadas (de até nove horas seguidas!). Mas, pela beleza singular, nem preciso dizer que vale a pena né!









Enquanto nós andávamos pé ante pé, na maior cautela, o David, este mexicano do nosso grupo, deu piruetas e saltos por todo o Monte Roraima. Considero um milagre ele estar vivo ainda para contar essa história.