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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

... o voo

Chegar e sair do Laos envolve uma aventura aérea. Voar pela LaoAirlines é uma experiência que não desejo nem para inimigos...
Aviões caquéticos decolam fazendo mais barulho que uma Kombi velha. Lá nas alturas, o motor deles parece engasgar, igualzinho o de uma Brasília com o carburador entupido. E, no pouso, todas as peças batem juntas, numa sinfonia de arrepiar.



Só pelo escritório da companhia aérea no Centro de Luang Prabang já dá para imaginar o naipe!

A chegada no aeroporto, por uma estrada de terra batida, dentro de um tuc-tuc é outro indício do que vem pela frente!



Mas depois da turbulência que enfrentamos nos céus da Indonésia, tudo isso foi fichinha! Coitado do nosso anjo da guarda!

... a cachoeira

Uma linda cachoeira, com piscinas de água azulada, outra joia de Luang Prabang. Só comparamos as quedas d'água de Kuang Si ao belíssimo Pamukkale, na Turquia.







Nós alugamos uma moto para visitar a cachoeira Kuang Si e, pelo caminho, ainda nos deliciamos com cenas típicas do cotidiano do Laos.












... o Toquinho

A caminho da cachoeira Kuang Si, o Renato descobriu um Bar do Toquinho à moda laosiana. Cerveja gelada, tira-gostos dependurados num barbante no meio do boteco, tampas de cerveja espalhadas no chão, galinhas ciscando ao redor das mesas... Aí bateu aquela saudade do Campinho!

... a vigília

Os templos budistas de Luang Prabang não são espaço apenas de meditação e paz. Em dias festivos, as homenagens às divindades rendem animadas vigílias, com música e muita comida durante toda a madrugada.












... os monges amigos



Por trás de uma túnica cor de açafrão, quase sempre mora um monge alegre e falador. Ao visitar um templo budista em Luang Prabang, basta abrir um sorriso para um dos noviços que eles logo se aproximam e, com a desculpa de praticar inglês com os turistas, contam quase a vida toda deles e perguntam tudo sobre a sua.
Nós ficamos amigos de um monge no Templo VanMano e esta aproximação nos rendeu ótimas experiências.





O Juph, de 16 anos, é noviço desde os 13, mas ainda não tem certeza se vai seguir a “carreira” de monge. Assim como centenas de garotos no Laos, ele passa parte da juventude nos templos como noviço para poder ter acesso a uma educação de qualidade. Na nossa concepção, isso equivale aos antigos colégios internos do Brasil.
Fizemos várias visitas ao Juph no templo, onde ele nos deixou assistir às orações e bênçãos dos monges, me ensinou uma prece budista e contou histórias pessoais. A parte mais cômica foi quando eu, poeticamente, pedi a ele o endereço do templo para continuarmos nos correspondendo no futuro. Com uma cara de espanto, ele perguntou se eu queria enviar uma carta a ele. E, diante da minha afirmativa, Juph indagou: “mas você não acha mais fácil me mandar um e-mail?”... Ahhhh??? Como assim??? Um monge tem e-mail? Tem sim! E, para me dar um banho de modernidade, ele sacou um seu IPhone do bolso, anotou nosso e-mail e adicionou o Renato na lista de amigos dele no Facebook! Rsrsrs... Fiquei de queixo caído e prometo um dia ser high-tech como um monge budista, pois não tenho Facebook e, atualmente, nem celular! Rsrsrs... 
Além do Juph, conversamos até cansar com monges de vários templos de Luang Prabang e observamos de perto a rotina deles.