Mostrando postagens com marcador Israel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Israel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

... o Mar Morto

Imagine entrar numa piscina de óleo e sentir o seu corpo sendo expulso daquele líquido para flutuar como uma boia. Pois é exatamente essa a sensação de mergulhar no Mar Morto, o ponto de menor altitude do planeta, a 400 metros abaixo do nível do mar. Eu e Renato ficamos como crianças brincando naquele líquido viscoso. Flutuamos com braços e pernas para o alto, lendo panfletos, carregando torrões de sal, de barriga para cima e para baixo... Uma farra!




A facilidade de boiar no Mar Morto se explica pela altíssima densidade da água. Dizem que a concentração de sal neste mar é 10 vezes maior que nos demais oceanos. Mas o que faz a água ser tão diferente (viscosa mesmo) é a quantidade de outros minerais, como bromo e magnésio. Essa combinação faz com que os fenômenos mais curiosos possíveis aconteçam no Mar Morto e que o gosto da água seja horrível. Uma gotícula espirrou na minha boca e tive a impressão de estar ingerindo um ácido. Terrível experiência! 
A temperatura da água, variando de 40 a 50 graus, é outra curiosidade que surpreende os turistas. Ao colocar o pé no Mar Morto, você tem a certeza de que estará cozido em poucos minutos. Do lado de fora, o calor também é escaldante, chegando a 44 graus à tarde.


Nós curtimos o Mar Morto na cidade de Ein Bokek, em Israel. Para a nossa sorte, o lugarejo não tem hotéis ou pousadas, apenas resorts e spas. Rsrsrs... Portanto, tiramos o escorpião do bolso e nos esbaldamos. Frequentamos uma praia particular sendo levados por carrinhos de golf, nadamos em piscinas com água do Mar Morto, Jacuzzis, etc.. 





Também rimos muito dos mais animados que se sujam com a lama do Mar Morto, acreditando nos benefícios dela para a pele.


Mas, o mais divertido mesmo é que todas as atividades são sempre na companhia da turma da terceira idade! Como o Mar Morto é famoso por suas propriedades medicinais, Caldas Novas fica até parecendo uma matinê perto de Ein Bokek. (Já sei que o Gleider vai cair na minha pele! Rsrsrs...)



segunda-feira, 30 de julho de 2012

... o garrote

Esta é para a turma de Itaúna!



Olhem como o Garrote tem andado longe! Hoje mesmo ele estava aqui em Tel-Aviv... rsrsrs...


... o hebraico

O hebraico é uma língua tão indecifrável para nós que, ao pegarmos qualquer papel ou cardápio escrito com essas letrinhas esquisitas, nossa primeira reação é achar que ele está de cabeça para baixo.
Desde que chegamos a Israel, só conseguimos orientar nossa leitura com base nos números...

Uma amostra é essa passagem de ônibus que compramos hoje para deixar Tel-Aviv:


Alguém se arrisca a dizer nosso próximo destino?
Se alguém souber, por favor, fale rápido. Pois nem nós sabemos se acertamos na compra... Contamos apenas com a boa vontade do atendente.

E esta compra no supermercado?


Damos um pedaço de queijo para quem adivinhar do que se trata!


domingo, 29 de julho de 2012

... o patriotismo (atualizado)

Apesar das férias da viagem (rsrsrs...), não podemos deixar de registrar o que nos aconteceu hoje. No fim da tarde em Tel-Aviv, procuramos um bar charmoso para ver o pôr-do-sol no Mediterrâneo, bem romântico...
E fomos presenteados com uma trilha sonora especial: Cartola, Tom Jobim, Elis Regina, Gilberto Gil e Jorge Benjor... Tudo isso mesclado a uma seleção fina de músicas francesas e espanholas. Ficamos super orgulhosos do nosso país que, felizmente, não é lembrado apenas por Michel Teló e companhia.

Outro detalhe que enche de alegria o nosso coração patriota: nunca vi na vida tantas cangas e toalhas de praia com bandeiras do Brasil e imagens do calçadão de Copacabana como em Tel-Aviv. E, nos pés de turistas e israelenses, só aparecem as sandálias Havaianas, legítimas e falsificadas.




sábado, 28 de julho de 2012

... Tel-Aviv




Estão vendo esse lugar de areia fina e branca, água morna do Mar Mediterrâneo e quiosques com sombra fresca? Esse paraíso é Tel-Aviv, cidade onde chegamos hoje com a ideia fixa de curtir a praia e esquecer o resto do mundo.

Portanto, decretamos "férias" de dois dias da viagem! Rsrsrs... Trocando em miúdos, vamos dar uma folga para a máquina fotográfica, o computador e, principalmente, para os nossos pés cheios de bolhas. Nas próximas 48 horas, está proibido visitar mercados, igrejas e monumentos. A intenção é nos cansar apenas de ficar de pernas pro ar...


sexta-feira, 27 de julho de 2012

... Jerusalém

A cidade, conhecida durante milênios por conflitos e guerras, nos surpreendeu com a paz, a harmonia e a boa convivência entre as crenças. Jerusalém é uma terra sagrada para as três religiões monoteístas do mundo e nunca poderíamos imaginar que cruzaríamos com judeus, cristãos e muçulmanos, todos juntos, em cada esquina.

A diversidade é tamanha que, enquanto os nossos olhos assistem às preces judaicas diante do Muro das Lamentações, os nossos ouvidos se dividem entre o chamado dos minaretes muçulmanos e o dobrar de sinos das igrejas cristãs. Tudo isso simultaneamente!

Há dois dias em Jerusalém, vivemos momentos mágicos de respeito às diferenças, fé e reflexão.
Nossas famílias estão lembradas em cada um desses templos sagrados.
Para o Cleider, suplicamos por luz e paz; para o Tio Deiner, Cleire e Deile, invocamos força; e para meu pai, mãe, Tunai, tios e avós, pedimos por amor e solidariedade. A religião nos permite estar aí mais perto de vocês nessa hora tão difícil.

... os judeus

O Muro das Lamentações é o principal ícone da cultura judaica e é indescritível a emoção de tocá-lo e colocar, entre as suas pedras, um papelzinho com um pedido e um agradecimento especial.












Agora, vamos a um pouquinho da história desse monumento, que tanto nos encantou. O Muro das Lamentações é o único vestígio da fortaleza erguida para proteger o Monte Moriá, lugar onde Abraão teria oferecido seu filho Isaac em sacrifício a Deus. As muralhas foram destruídas e reerguidas em Jerusalém ao longo dos tempos, durante conflitos dos judeus com outros povos, como babilônios e romanos.
O nome do muro vem da proibição de ingresso dos judeus nas ruínas do edifício durante o domínio de Roma na cidade. Com isso, eles passaram a rezar aos pés do muro e a lamentar a destruição do templo.

... os cristãos

Cenário da Última Ceia, da crucificação e da ressurreição de Cristo, Jerusalém é uma cidade mágica para os cristãos.
Todas aquelas histórias bíblicas e nomes sagrados que ouvimos a vida toda têm uma raiz muita profunda na capital de Israel e, indepedentemente da sua religião, é impossível não se emocionar ao visitar os lugares santos.

Nós tivemos a sorte de acompanhar, nesta sexta-feira, uma procissão dos Franciscanos por Jerusalém, em que eles percorrem a chamada Via Dolorosa. Durante mais de duas horas, os religiosos visitam os 14 pontos do caminho em que Cristo carregou a Cruz, num trajeto de pouco mais de um quilômetro. Para leigos no assunto (assim como eu, que não fiz sequer catecismo), foi impressionante conhecer um pouco mais da história desses lugares.




A procissão termina na Igreja do Santo Sepulcro, onde Jesus foi crucificado e sepultado e de onde ressuscitou no Domingo de Páscoa.













Pela manhã, antes da procissão, visitamos, na cidade de Belém (a 20 minutos de Jerusalém), a Igreja da Natividade onde, segundo a tradição, Jesus nasceu.





Um detalhe chamou a nossa atenção em todos esses templos cristãos: a simplicidade. As igrejas de Jerusalém não estão cobertas de ouro, pinturas e ostentações, mas estão ricamente carregadas de história e emoção.

Para mim, essa visita teve um significado muito especial, pois, pela primeira vez, não me senti pequena, nem insignificante ao entrar numa igreja. Não sei se consegui me expressar bem, mas é exatamente assim que me vejo ao colocar os pés em enormes basílicas espalhadas pelo Brasil e pela Europa.
E, mais uma vez, me permito fazer uma reflexão: começo a pensar que as catedrais ocidentais (por exemplo, as de Roma) são galerias de arte onde a história de Cristo está retratada em telas de mestres da pintura e outros objetos de valor material. Em Jerusalém, a simplicidade dos templos transmite uma veracidade maior e nos faz sentir de maneira mais intensa uma presença divina.


... os muçulmanos

Por fim, Jerusalém é uma cidade sagrada também para os muçulmanos por ser a terra onde, segundo a tradição, o profeta Maomé ascendeu ao céu.

Durante o Ramadan, a presença deles na parte antiga da cidade aumenta muito. Nas sextas-feiras em especial, dia sagrado para os muçulmanos, o Monte do Templo de Jerusalém é exclusivo para eles.


... o pão

Só para deixar a Yeyé e o Tunai com água na boca, vai aí uma foto dos pães de Israel!



Vocês não acreditam que sonho...
Em algumas bancas, eles são vendidos quentinhos. Deu para sentir o cheiro daí?
E eles são sempre cobertos com gergelim ou com umas bolinhas pretas minúsculas... Como esse tempero chama mesmo, Yeyé?