Imagine entrar numa piscina de óleo e sentir o seu corpo sendo expulso daquele líquido para flutuar como uma boia. Pois é exatamente essa a sensação de mergulhar no Mar Morto, o ponto de menor altitude do planeta, a 400 metros abaixo do nível do mar. Eu e Renato ficamos como crianças brincando naquele líquido viscoso. Flutuamos com braços e pernas para o alto, lendo panfletos, carregando torrões de sal, de barriga para cima e para baixo... Uma farra!
A facilidade de boiar no Mar Morto se explica pela altíssima densidade da água. Dizem que a concentração de sal neste mar é 10 vezes maior que nos demais oceanos. Mas o que faz a água ser tão diferente (viscosa mesmo) é a quantidade de outros minerais, como bromo e magnésio. Essa combinação faz com que os fenômenos mais curiosos possíveis aconteçam no Mar Morto e que o gosto da água seja horrível. Uma gotícula espirrou na minha boca e tive a impressão de estar ingerindo um ácido. Terrível experiência!
A temperatura da água, variando de 40 a 50 graus, é outra curiosidade que surpreende os turistas. Ao colocar o pé no Mar Morto, você tem a certeza de que estará cozido em poucos minutos. Do lado de fora, o calor também é escaldante, chegando a 44 graus à tarde.
Nós curtimos o Mar Morto na cidade de Ein Bokek, em Israel. Para a nossa sorte, o lugarejo não tem hotéis ou pousadas, apenas resorts e spas. Rsrsrs... Portanto, tiramos o escorpião do bolso e nos esbaldamos. Frequentamos uma praia particular sendo levados por carrinhos de golf, nadamos em piscinas com água do Mar Morto, Jacuzzis, etc..
Também rimos muito dos mais animados que se sujam com a lama do Mar Morto, acreditando nos benefícios dela para a pele.
Mas, o mais divertido mesmo é que todas as atividades são sempre na companhia da turma da terceira idade! Como o Mar Morto é famoso por suas propriedades medicinais, Caldas Novas fica até parecendo uma matinê perto de Ein Bokek. (Já sei que o Gleider vai cair na minha pele! Rsrsrs...)

















































