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domingo, 9 de dezembro de 2012

... a hospitalidade japonesa

Os amigos têm feito toda a diferença nesta etapa da nossa viagem.

Passamos o fim de semana hospedados na casa de uma amiga em Jakarta. Junko Noguchi é uma japonesa radicada na Indonésia e a conhecemos na Malásia, quando visitávamos o Santuário de Elefantes. Trocamos e-mails no dia e não perdemos mais contato.

Agora, quando desembarcamos na capital da Indonésia, ela gentilmente abriu as portas do seu lindo apartamento para nós. Foi um fim de semana de luxo! Piscina aquecida e Jacuzzi no terraço do prédio, jantares maravilhosos, concertos de piano... Inesquecível!









Junko é um doce de pessoa e não temos palavras para expressar o tamanho de nossa gratidão por tanta hospitalidade. Nossa casa no Brasil estará sempre de portas abertas para você, Junko. Arigatô!!!

... a amizade

A grande recompensa pela aventura em alto mar na Indonésia foram as amizades.
Conhecemos um casal de franceses no barco, Karine e Davy, e eles conquistaram um lugar cativo no nosso coração.


Passamos quatro dias junto no barco e não nos desgrudamos mais! Depois de desembarcar na Ilha de Flores, ficamos hospedados em hotéis bem próximos, jantamos e almoçamos juntos todos os dias...



E, graças ao convite de Karine e Davy, fomos parar na paradisíaca ilha de Kanawa, onde ficamos hospedados num simples bangalô à beira mar, contemplamos o nascer e o pôr do sol e nos deliciamos com lindos pratos!










Viva os amigos!!!

sábado, 8 de dezembro de 2012

... o dragão de Komodo

Toda essa aventura em alto mar teve um objetivo principal: ver de perto o mítico dragão de Komodo.




O gigante lagarto, que mais parece um dinossauro (com até 3 metros de comprimento), habita as ilhas de Rinca e Flores e é realmente horripilante. A má fama do bicho se deve à sua saliva, contaminada por bactérias letais que são capazes de matar as presas de infecção generalizada. Dizem que ele é capaz de comer, de uma única vez, um búfalo, um veado ou um porco selvagem.
Não chegamos a ver a baba do dragão não, mas ficamos arrepiados só com as garras dele...



Os guias do Parque Nacional de Komodo tentaram nos tranquilizar durante a visita dizendo que os animais raramente atacam os humanos. Eles garantiram que a última vítima foi um vigilante do parque que, distraído, pisou na cauda de um dragão ao sair da guarita, há dois anos. O homem morreu de infecção generalizada um mês depois de ser atacado. Credo!




Apesar da aparência amendrontadora e da má fama do Komodo, nós achamos que o dragão não é tão perigoso assim... Acreditamos que a criatura foi mitificada ao longo dos anos. Tanto que há vilas de moradores ao lado do parque nacional e dezenas de pessoas trabalham livremente pela ilha. Mas, na dúvida, melhor não arriscar, né?




... a barca furada

Incrível como são precários os barcos na Indonésia, um país formado por mais de 17 mil ilhas (maior arquipélago do mundo) que dependem da navegação para se interligarem. Eu e Renato já embarcamos em três barcas furadas de arrepiar!
A pior foi um cruzeiro pelas ilhas da Indonésia. Passamos quatro dias e três noites em alto mar neste barco que não teria condições de navegar nem no Rio São João, em Itaúna. Medo, pavor e pânico!!!



Éramos 14 passageiros (brasileiros, franceses, holandeses, australianos e finlandeses) dormindo juntos num deck, sem água doce para tomar sequer uma ducha e comendo no chão! Isso mesmo, porque o barco não tinha nem mesa e cadeira!




Se o barco não tinha conforto, imagina segurança! Não havia botes nem coletes salva-vidas para todos, GPS, rádio de comunicação, bússola, satélite... nada! Ficamos na mão de 4 marinheiros mal-encarados.




E, para piorar o desespero, em todas as noites caiu uma tempestade tropical daquelas, com raios e ventos para ninguém botar defeito.



A segunda foi um barco-bomba entre as ilhas de Lombok e Gili Trawagan. A embarcação, com motor de popa, carregava 20 pessoas e 300 litros de gasolina... Detalhe: o combustível estava em galões improvisados e metade dos passageiros fumava compulsivamente. Juro que ainda não sei como aquela coisa não explodiu!



A terceira foi um avacalhado ferry-boat para nos deslocarmos de Bali para Lombok, numa viagem de sete horas. O barco não tinha assento para todos os passageiros e o local mais confortável era uma sala com um tapete imundo onde as pessoas deitavam no chão... Qualquer semelhança com o trem “hard seat” da China não é mera coincidência!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

... a Gili

Deixamos Bali para trás e, na Ilha de Lombok, descobrimos a razão da fama das praias da Indonésia. Passamos dois dias em Gili Trawangan sem cansar de contemplar águas cristalinas, areias brancas... Um verdadeiro paraíso!










Em Gili conhecemos também um americano, chamado Marco, cujas histórias vão nos acompanhar para sempre. O cara conhece 129 países!!! Que inveja boa! E tem uma filosofia de vida e uma paz dignas de se admirar... Nós estávamos hospedados no mesmo hotel e conversamos muito durante um café da manhã. Os casos dele são tão impressionantes que eu desabei de chorar ao ouvi-los. Muito bacana!