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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

... o Uluru

No meio do nada do Outback australiano, surge uma imensa rocha sagrada para os povos aborígenes: o Uluru. Também conhecido como Ayers Rock, o monólito tem oito quilômetros de circunferência e 318 metros de altura. A 50 quilômetros dele, outra impressionante formação rochosa, o Kata-Tjuta (em inglês, The Olgas).



Não bastasse ter criado esta obra de arte, a natureza ainda proporciona espetáculos de luzes no monumento. Durante o nascer e o pôr do sol, o Uluru muda de cor e tonalidade, alternando entre um marrom claro e um vermelho vivo. Nestas horas, a gigantesca rocha parece realmente emanar uma energia sagrada.

























Esta foto vai para o Henrique, o Boizinho e o Tunai, que adorariam pedalar pelo deserto da Austrália:

... a pobreza

Mesmo sem ter mais um motorhome, continuamos a dormir dentro do carro. É isso mesmo! Pobreza e pão-duragem total!
Fomos obrigados a abrir mão de uma confortável cama durante dois dias de visita ao Uluru para não falirmos. Rsrsrs... Êta lugar caro! Só para vocês terem uma ideia, a opção de hospedagem mais barata disponível por aqui é alugar uma cama, pelo preço de 160 dólares australianos, num quarto compartilhado com outras três pessoas e sem banheiro privativo. Em outras palavras, eu e Renato teríamos que pagar 320 dólares australianos por noite (quase R$ 700) para dormir com mais dois estranhos no ninho.
Aí, apelamos! Alugamos um carro por 40 dólares e pagamos outros 40 para estacioná-lo num camping e ter acesso a banheiro, ducha e cozinha. Fizemos uma boa economia, mas foi duro dormir no porta-malas do “nosso” Mitsubishi ASX.
Olha aí eu dirigindo, pela mão inglesa, o nosso quarto!


A parte mais interessante do camping de Uluru é a cozinha. À noite, o espaço se transforma em ponto de encontro de todos os hóspedes e foi onde tivemos a maior afinidade com os demais viajantes ao longo desta aventura. Pessoas maduras, interessantes, de todos os cantos do mundo, cozinhando juntas e dando dicas bacanas de viagem.
Estes dois casais, um australiano e outro sueco, foram os mais divertidos. Aliás, aproveito a deixa para fazer um registro: encontrar australianos bacanas é a tarefa mais fácil do mundo. Não tenho dúvidas ao afirmar que este é o povo mais educado, gentil e prestativo que já conhecemos nessas andanças pelo mundo.



E eles fizeram muito piada conosco ao ver nosso esforço para matar a saudade de comer arroz. Sem ter uma panela adequada para cozinhá-lo, o Renato improvisou esta aí com papel alumínio (pobreza de novo! Rsrsrs...).

... os mosquitos


Preciso falar a quantidade de insetos existentes em Uluru??? Não né! Só o fato de os turistas apelarem para um mosquiteiro ambulante pendurado na cabeça já dá para imaginar o inferno que esses bichos fazem da nossa vida aqui.

... os hippies

Vestígios de Woodstock sobrevivem com força total na Austrália. A turma “pode crer” ainda não abandonou o estilo de roupas, cabelos e acessórios hippies e muito menos a Kombi.



Passeando pelo Outback, é fácil encontrar casais e turmas de amigos que parecem morar dentro dos carros que carregam, de maneira bem improvisada, todas as parafernálias de uma casa.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

... o mergulho

Passar um dia inteiro explorando o fundo do mar da Austrália nos fez sentir como personagens do filme “Procurando Nemo”. Esta semana, vestimos roupa de mergulhador, calçamos o pé de pato e colocamos máscara de snorkel para ver de perto as belezas da Grande Barreira de Corais.





Como a máquina do Renato não é profissional e tampouco trabalha debaixo d’água, fomos obrigados a “roubar” algumas fotos de internet só para dividir com vocês um pouco da vida e das cores que habitam as profundezas do oceano australiano.


Amamos a experiência! Mas o Renato passou o tempo todo lamentando a falta do Raul, seu fiel companheiro nos mergulhos com cilindro.

... o alerta

Bonitas, mas sem graça nenhuma! Assim definimos as praias australianas. Apesar de estarmos encantados com a beleza e a infraestrutura do litoral, os perigos naturais escondidos ali tiram todo o charme. Nas praias da Costa do Pacífico, sempre há alertas de águas-vivas mortais, crocodilo, tubarão! Um saco!



O perigo é tamanho que, nas praias mais movimentadas, há áreas cercadas com redes e vigiadas por salva-vidas para os banhistas curtirem um pouco.


... as piscinas

Outra alternativa para livrar os turistas do risco de um banho de mar são as praias artificiais. Em Cairns, nos esbaldamos nas lindas piscinas construídas na beira da praia.




... as proibições

Se a Austrália tivesse que mudar de nome, o país poderia facilmente ser chamado de “terra do não pode”. Nunca vimos tantas restrições e proibições num só lugar!
Para começar, consumir bebida alcoólica nas praias é crime. Na verdade, é proibido beber em qualquer espaço público (ruas, praças... tudo!). E o infrator pode ser multado em até 800 dólares australianos (mais de R$ 1,6 mil).



Nos bares e boates, não se pode vender bebida para tontos! Parece piada, mas é verdade! Se uma pessoa já com sinais de embriaguez chegar ao balcão, ela será impedida de comprar bebida... E, se o garçom descumprir a regra e vender mais álcool para o bebum, ele pode ser multado em 2 mil dólares australianos. Já o gerente pode ser penalizado em até 18 mil dólares australianos!
Os supermercados são proibidos de vender bebida alcoólica. Cervejas, vinhos e bebidas de doses só são encontrados em lojas especializadas e, muitas vezes, com um preço bem salgado. Perguntamos a razão de tanta rigidez ao vendedor de uma dessas adegas e ele nos respondeu que trata-se de uma tentativa do governo de não incentivar o consumo de álcool entre os jovens.
Voltando às praias, também não se pode fumar, andar de skate, passear com cachorro, nadar fora das áreas vigiadas por salva-vidas, ouvir música, jogar bola ou frescobol... Quem quiser andar de bicicleta, deve se restringir às ciclovias, onde é obrigatório o uso de capacete e joelheira e a velocidade máxima das bikes deve ser de 8 km/h.



Nos trens e ônibus, não se pode mastigar nada! A multa para quem for flagrado comendo ou bebendo nos meios de transporte é de 200 dólares.
O cigarro nunca pode estar exposto em vitrines. O produto só é vendido em lojas de conveniência, mas fica trancado dentro de um armário cinza sem qualquer anúncio. Um detalhe importante: o maço mais barato custa 20 dólares australianos (mais de R$ 40).
Pode ser que outros países (até mesmo o Brasil) também tenham leis e restrições para vários desses quesitos. No entanto, a diferença que observamos é que, na Austrália, todas as regras estão explícitas em grandes placas que trazem sempre, em negrito, o alto valor das multas.
Para nós, acostumados com um país mais liberal como o Brasil, esse tanto de regras e proibições é um pouco claustrofóbico.

... o churrasco

Os famosos “barbecues” têm sido nosso melhor amigo na Austrália. Desde que chegamos aqui, não passamos um dia sem comer um suculento steak, feito no motorhome ou nas áreas de piqueniques públicas em praias e parques nacionais.





Nessa comilança toda, eu também tenho exercitado meu lado vampira. Carnes super mal-passadas, sangrando mesmo, são minha paixão...